Angelo de Aquino

Sobre o artista

Minas Gerais, 1945

Angelo Rodrigo de Aquino (Belo Horizonte MG 1945 - Rio de Janeiro 2007). Pintor e desenhista. Muda-se para o Rio de Janeiro por volta de 1960. Na década de 1960, inicia formação artística no ateliê de pintor e escultor Roberto Moriconi (1932 - 1993), e convive com artistas Rubens Gerchman (1942 - 2008), Roberto Magalhães (1940) e Antonio Dias (1944). Em 1965, é um dos organizadores do evento Propostas 65, na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, São Paulo. Como ilustrador e escritor, colabora na revista Cadernos Brasileiros. Desde fim dos anos 1960 até a metade da década de 1970, produz obras conceituais, e passa posteriormente à pintura abstrato-geométrica. Em 1970, residindo em Milão, inicia a edição de pequenas publicações de vanguarda. De volta ao Brasil, realiza trabalhos em vídeo e filmes de artista, dos quais é considerado um dos precursores no país. Organiza, com Walter Zanini, a mostra Prospectiva 74, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP. No início dos anos 1980, passa a dedicar-se à pintura figurativa. Em 1984, cria o personagem cão Rex, constantemente retomado em sua produção. Realiza exposição comemorativa dos 10 anos desse personagem, em 1994, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro - CCBB/RJ, intitulada Rez Faz Dez. Em 1997, publica Vida Rex, reeditado em 2004, quando Aquino comemora 40 anos de pintura, com exposição na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro.

Angelo Venosa

Sobre o artista

São Paulo, 1954

Suas esculturas do início dos anos 1980 associam indistintamente materiais naturais e produtos industrializados. A partir do início dos anos 1990, o artista utiliza materiais como mármore, cera, chumbo e dentes de animais, realizando obras que lembram estruturas anatômicas, como vértebras e ossos. Suas esculturas e objetos carregam indícios que remetem a eras ancestrais, surpreendendo pela estranheza e pelo caráter inquietante. Angelo Venosa é um dos poucos artistas dedicados à escultura, e não à pintura, egressos da chamada "Geração 80″ no Brasil.

Frequentou a Escola Brasil, em São Paulo, em 1972. Posteriormente, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde estuda na Escola Superior de Desenho Industrial - ESDI. No início da década de 1980, realiza cursos no ateliê livre da Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV-Parque Lage, onde estuda pintura com Luiz Aquila (1943). Juntamente com Daniel Senise (1955), Luiz Pizarro (1958) e João Magalhães (1945), integra o Ateliê da Lapa, no período entre 1984 e 1990. Nessa época, passa a realizar suas primeiras obras tridimensionais.

 

Antoni Tàpies

Sobre o artista

Barcelona, 1923

Ponto de referência para a arte contemporânea, caracterizou-se, desde o início, pela ruptura das convenções — utilização de materiais não-pictóricos que antecipavam os futuros motivos informalistas (Capsa de Cordills, 1946) —, pelo domínio técnico e pela originalidade temática, com obras de caráter renovador e surrealista, influenciadas por Klee, Miró e Brossa. Foi um dos membros fundadores e mais destacados do grupo vanguardista Dau al Set (1948), do qual se separou no final de 1952. Alcançou nessa altura a sua maturidade artística, inaugurando uma etapa nova e mais pessoal ligada ao informalismo da matéria, com algumas pinturas que lembram o expressionismo abstrato (Pintura Gris Verdós, 1954). Eliminou todos os elementos figurativos de suas telas e a concepção do espaço pictórico como superfície, como uma segunda parede, como um muro no qual dispõe signos, grafias, manchas, gotejamentos, incisões, lacerações (Gran Òval, 1956) passou a ser sua característica mais marcante. Recorreu à utilização da pasta, de modo a obter matérias densas, rugosas, ásperas, assim como à técnica da raspagem ou da colagem: o resultado eram texturas complexas, com aparência de relevo. Em suas obras, importa a materialidade, não a representação (Tres Marques Negres, 1961). Também é próprio de seu informalismo o aspecto cromático, as cores terrosas, surgindo, em finais da década de 1950, os negros e os cinzentos. Tàpies queria chamar a atenção sobre o negligenciado — a passagem do tempo nas paredes (garatujas, grafites), a pegada, o rastro. A sua obra tem um caráter urbano, que pouco se relaciona com a natureza e muito com a cidade (0 Muro); uma obra rica e complexa e de grande heterogeneidade estilística. Sempre o preocuparam o suporte, os materiais, o processo, assim como a função da arte, a condição do objecto artístico, o cotidiano. Alcançou o êxito da crítica no início dos anos de 1950, quando suas obras começaram também a ser difundidas nos EUA, algo que não havia sucedido até então com nenhum jovem artista espanhol. Quando, em 1958, ganhou o Prêmio de Pintura na Bienal de Veneza, o seu reconhecimento internacional era inquestionável. Na década de 1960, a sua obra apresentou uma nova evolução: Tàpies integrou nos quadros elementos do ambiente cotidiano (Pintura, 1964), que contribuíram para o afastar, no final dos anos de 1960, da estética informalista e para o aproximar do conceptualismo ou da arte povera. Nos anos de 1980, retomou a sua trajetória pictórica mais tradicional, recomeçando no ponto em que a deixara: informalismo da matéria, gosto pelos materiais com qualidades texturais (Ombra i Parèntesi, 1980). Também realizou nos últimos anos incursões na escultura e criou peças com materiais diversos, tratando-os informalmente (Gran Díptic, 1988).

Antonio Dias

Sobre o artista

Campina Grande, 1944

Nos anos 1950, Antonio Dias muda-se da Paraíba para o Rio de Janeiro. É quando desenvolve seus primeiros trabalhos sob orientação de Oswaldo Goeldi.  Antonio Dias esteve presente ativamente nos movimentos de vanguarda dos anos 1960 e 70, e participou de exposições como Opinião 65 e Nova objetividade brasileira; assinou a Declaração dos princípios básicos da vanguarda, ao lado de outros artistas como Hélio Oiticica e Lygia Pape, defendendo a liberdade de criação e o uso de uma nova linguagem, em um momento de tensão política no Brasil. Em 1966, inicia a série The Illustration of Art, trabalho que marca sua carreira e posiciona Dias como um artista que une a poesia concreta e o neoconcretismo de seus antepassados a uma pesquisa conceitual bastante particular. Na década de 1970, além de ganhar a bolsa Guggenheim, o artista viaja ao Nepal, onde aprende técnicas de produção em papel artesanal que são integradas ao seu trabalho. Simultaneamente, mune-se das mais diversas mídias para desenvolver suas obras: os trabalhos de Dias em vídeo, fotografia, escultura, gravura, audioarte, instalação e objetos têm a mesma força poética que as pinturas, sempre presentes e de crucial importância no decorrer de sua trajetória.

O artista ganhou bolsas e prêmios de importantes instituições, e morou em diversos países. Tendo participado de quatro edições da Bienal de São Paulo (16ª, 22ª, 24ª e 29ª), sua obra ainda esteve presente na 1ª Bienal do Mercosul, 12ª Bienal da Turquia, 39ª Bienal de Veneza e na 8ª Bienal de Paris, quando ganhou o prêmio de pintura. Suas obras integram coleções particulares em todo o mundo e coleções públicas como Museum of Modern Art – MoMA (EUA), Daros Foundation (Alemanha), Itaú Cultural, MAC – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outras. 

Barrão

Sobre o artista

Rio de Janeiro, 1959

Desenhista, pintor, escultor, artista multimídia. Autodidata, inicia sua carreira artística com o Grupo Seis Mãos, 1983-1991, formado com Ricardo Basbaum e Alexandre Dacosta. O grupo desenvolve atividades com vídeo, pinturas ao vivo, shows musicais e performances e promove o projeto Improviso de Pintura e Música, em ruas, praças públicas, faculdades etc. A primeira exposição dos três artistas tem lugar em 1983, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Nesse ano, Barrão participa das mostras Arte na Rua I e Pintura! Pintura!, ambas na mesma cidade. Em 1984, realiza a primeira individual, Televisões, na Galeria Contemporânea, e participa da coletiva Como Vai Você, Geração 80?, realizada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no Museu de Arte de Brasília, em 1990. Realiza, com Sandra Kogut, os vídeos 7 Horas de Sono e A Geladeira. Faz ainda vinhetas eletrônicas para televisão, trabalhos de cenografia e capas de discos. Cria, em parceria com o artista Luiz Zerbini, o editor de vídeo e cinema Sérgio Mekler e o produtor musical Chico Neves, o grupo Chelpa Ferro, em 1995, que trabalha com escultura, instalações tecnológicas e música eletrônica.

Cabelo

Sobre o artista

Cachoeiro do Itapemirim, ES, 1967

Cabelo é artista visual e vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. O desenho, a pintura, a escultura e a performance são meios de expressão utilizados peloartista, que mantém durante a sua carreira uma estética com forte inspiração urbana, com traços e cores bastante marcantes, abordando questões de natureza metafísica e abstrata.

Cabelo teve suas obras expostas em exposições individuais, entre as quais se destacam: MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2012),A Gentil Carioca (2011), No Jardim dos Jardins Ambulantes, Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa (2010) Nas Asas do Escaravelho Verde Ouro, Marília Razuk Galeria de Arte, São Paulo (2008); Imediações de Monte Basura Centre D’art Santa Monica, Barcelona (2005). Entre suas exposições coletivas destacam-se: De Perto, De Longe, Liceu de Artes e Ofícios, São Paulo (2008); 26ª Bienal nternacional de São Paulo, São Paulo (2004); Violência e Paixão, Museu de Arte Moderna do Riode Janeiro, Rio de Janeiro (2003); Cote à Cote, Art Contemporain Du Brésil, CAPC Musée d’Art Contemporain, Bordeaux, França (2001); Cefalópode Heptópode, X Documenta de Kassel, Museum Fridericianum, Kassel, Alemanha (1997).

Cafi

Sobre o artista

Recife, PE, 1950

Estudou gravura e pintura na Escolinha de Arte do Brasil. Iniciou na fotografia aos 20 anos.

Entre as décadas de 70 e 90, realizou mais de 260 capas de disco, entre elas: Clube da Esquina (1 e 2); Geraes, Minas, Milagre dos Peixes, entre outras (Milton Nascimento); Vai Passar e Cio da Terra (Chico Buarque); Vento Bravo (Edu Lobo); Beto Guedes; Geraldo Azevedo; Nana Caymmi; Toninho Horta; Fagner; Sarah Vaughan; Francis Hime; Jards Macalé; Turibio Santos; Cristina Buarque; Lô Borges; Blitz; Alceu Valença etc.

Ainda na década de 70, fundou com Ronaldo Bastos um grupo de produção cultural “Nuvem Cigana”. No Circo Voador, participou na edição do jornal Expresso Voador e fundou a galeria de artes do circo, a Galeria das Artes.

Como fotógrafo, participou em mais de 30 exposições sobre temas brasileiros com a arquiteta Gisela Maganhães: Sete Brasileiros (UNB), Carrancas do São Francisco (MAM, MASP), Índios Kráo (MAM, MASP), Salve Getúlio (Museu da República), Macunaíma (Sesc). Participou, ao lado de Aloísio Magalhães, do Centro Nacional de Referência Cultural (CNRC). Acompanhado de Miguel do Rio Branco, Walter Firmo e Pedro de Moraes, com testo de Darcy Ribeiro, publicou também a coleção de postais “Os Brasileiros”.

Suas fotos podem ser vistas em muitas publicações. Algumas delas: “Um Olhar sobre Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande”; “Brezil”, editado pela Flamarion (Paris); “Imagem do Som”, de Chico Buarque; “Imagem Escrita”, em que fez dupla com Pedro Bial, em cartasese catálogos de Deborah Colker (Velox), Intrépida Troupe e Dane Lima (Vaidade). Produziu ensaio fotográfico para a revista Big (NY), revista ”O Carioca”, Cancioneiro Tom Jobim, livro biográfico Milton Nascimento.

Carlos Vergara

Sobre o artista

Santa Maria, Rio Grande do Sul, 1941

Carlos Vergara iniciou sua trajetória nos anos 60, quando a resistência à ditadura militar foi incorporada ao trabalho de jovens artistas. Em 1965, participou da mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, um marco na história da arte brasileira, ao evidenciar esta postura crítica dos novos artistas diante da realidade social e política da época. A partir desta exposição se formou a Nova Figuração Brasileira, movimento que Vergara integrou junto a outros artistas, como Antônio Dias, Rubens Gerchmann e Roberto Magalhães, que produziram obras de forte conteúdo político.

Nos anos 70, seu trabalho passou por grandes transformações e começou a conquistar espaço próprio na história da arte brasileira, principalmente com fotografias e instalações. Desde os anos 80, pinturas e monotipias tem sido o cerne de um percurso onde a experimentação é marca registrada. Novas técnicas, materiais e pensamentos resultam em obras contemporâneas, caracterizadas pela inovação, mas sem perder a identidade e a certeza de que o campo da pintura pode ser expandido.

Participou da 1ª Bienal do Mercosul, das 18ª e 20ª Bienais de São Paulo, da 39ª Bienal de Veneza e sua obra faz parte da coleção do Instituto Inhotim, do MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo, do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, entre outras importantes coleções.

Celia Euvaldo

Sobre a artista

São Paulo, SP, 1955

Começou seu trabalho como artista em meados dos anos 1980. Nos primeiros anos, a artista explorou majoritariamente o desenho sobre papel, até o fim da década de 1990. Desde então, a pintura se transformou em seu principal meio de expressão.

Realizou suas primeiras exposições individuais em 1988, na Galeria Macunaíma, da Funarte, no Rio de Janeiro, e em 1989, no Centro Cultural São Paulo. Obteve nesse mesmo ano o primeiro prêmio do Salão Nacional de Artes Plásticas. Nos anos 90 fez exposições individuais nas galerias Paulo Figueiredo (São Paulo, 1991 e 1993) e Marília Razuk (São Paulo, 1996 e 1999), na galeria Casa da Imagem (Curitiba, 1995) e no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1995 e 1999).

Participou de várias exposições coletivas, entre as quais o “Panorama da Arte Atual Brasileira”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1990), e “Influência Poética”, no Paço Imperial (1996). Em 2001 seus trabalhos foram apresentados na 7a Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, no Equador, e na mostra “Arte Contemporânea Brasileira”, na Galeria Nacional de Belas Artes em Pequim, China. Em 2002 participou da exposição coletiva “Tangenciando Amilcar”, no Espaço Cultural Santander (Porto Alegre). Em 2003 exibiu pinturas de grandes dimensões no Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo). Em 2005 participou da 5a Bienal do Mercosul (Porto Alegre). Em 2006 realizou individuais na Estação Pinacoteca, em São Paulo, intitulada “Brancos”, e no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, que a representa desde 2001. A editora Cosac Naify lançou em 2008 um livro sobre sua obra.

Chelpa Ferro

Chelpa Ferro é um grupo multimídia composto pelos artistas Luiz Zerbini, Barrão e Sergio Mekler. Reunidos pela primeira vez em 1995, realizam um trabalho que mistura experiências com música eletrônica, esculturas e instalações tecnológicas em apresentações ao vivo e exposições. Ao longo de sua história, o grupo apresentou trabalhos em diversos formatos: objetos, instalações, vídeos, performances, apresentações de palco e discos.   

O Chelpa Ferro realiza performances de improviso sonoro acompanhadas de projeções de vídeos abstratos dotados de texturas, formas e cores. Os artistas fazem uso não convencional dos instrumentos musicais, além de incorporarem às performances instrumentos inventados a partir de eletrodomésticos e objetos de uso cotidiano, explorando os limites entre barulho e música.   

O grupo já se apresentou em museus e galerias de arte no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Foi visto também em bienais como as de Veneza, São Paulo e Havana. 

Chico Fortunato

Sobre o artista

Rio de Janeiro, RJ, 1958

Pintor e designer de móveis, fez cursos de pintura, gravura e desenho na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro (EAV), com os professores, Helio Rodrigues, Antonio Grosso e Roberto Magalhães, entre outros. No início dos anos 80 participou do grupo de estudos de Paulo Garcez e montou seu primeiro ateliê. Participou do I Salão Nacional, RJ. Em 83, ganhou um prêmio no VII Salão Carioca, RJ, se formou em Geografia na PUC-Rio e fez diversas viagens pela América Latina. Esta experiência deu origem às séries "Postais" e "Litho-imagens", trabalhos em aquarela e pintura sobre pedra que resultaram em 3 exposições individuais: Paulo Figueiredo Galeria de Arte, em 85 e na Artespaço, RJ, em 87 e 90. De 92 a 99 residiu na Holanda e lá voltou a pintar com acrílica e óleo. Fez individuais na Galerie Domplein, em Utrecht, NL, na Galerie Cacco Zanchi, Aalst, BE, e na Galerie Debret, Paris, FR em 99. Também participou de coletivas no Porto, PT, em Londres, UK, Amsterdam e Soest, na NL, Stuttgart, AL (Prêmio Syrlin), na AL. Em 1999, Chico retornou ao Brasil e no ano seguinte fez sua primeira individual, "Acrílicos" no Estudio Guanabara, RJ. Essa parceria resultou em mais 2 exposições, "Transparências", em 2002 e "Torções", em 2004. Em 2001 participou da coletiva "Aquarela Brasileira", no Centro Cultural da Light, RJ, e no final de 2004, no MAM-RJ, "Últimas Aquisições", da Col. Gilberto Chateaubriand. A partir de 2006, começou a desenhar móveis, atividade que passa a acompanhar sua pintura. Em 2008 participa do "Arquivo Geral" Centro Cultural da Justiça Eleitoral, RJ. 

Christo

Sobre o artista

Gabrovo, Bulgária, 1935

Este artista conceitual é conhecido internacionalmente por suas espetaculares encenações, que consistem em embalar edifícios e acidentes naturais (por exemplo, Wrapped Coast, 1972, cobertura de um trecho de costa com 1,5 quilômetro de extensão em Little Bay, próximo de Sydney; The Pont Neuf Wrapped, 1985, "embalagem" de uma ponte em Paris). Um de seus projetos que despertaram maior sensação foi o "empacotamento", em 1995, durante duas semanas, do edifício do Reichstag (Parlamento) em Berlim, projeto que Christo já ambicionava há 22 anos e causou grande controvérsia (The Wrapped Reichstag, com um custo de 15 milhões de marcos). Em suas monumentais obras de arte, que planifica e realiza conjuntamente com sua esposa Jeanne-Claude, Christo reúne finalidade, forma e conteúdo, que são evidenciados pela cobertura. Seu objetivo é estimular o desenvolvimento de uma nova consciência da realidade e da história.

Cildo Meireles

Sobre o artista

Rio de Janeiro, RJ, 1948

Cildo Meireles é reconhecido como um dos mais importantes artistas brasileiros contemporâneos. Aos 10 anos de idade muda-se para Brasília, onde tem contato com a arte moderna e contemporânea. A partir de 1963, estuda com Barrenechea e acompanha a produção artística internacional por livros e revistas. Nesse momento, se impressiona com a coleção de máscaras e esculturas africanas da Universidade de Dacar, exposta na Universidade de Brasília. Por meio de publicações, conhece o Grupo Neoconcreto, do Rio de Janeiro. Sente-se atraído pelo movimento e se interessa pela possibilidade aberta pelo grupo "de pensar sobre arte em termos que não se limitassem ao visual". No entanto, diferentemente daqueles artistas, seu trabalho, na época, é gestual e figurativo - um desenho de natureza expressionista.

Em 1967, muda-se para o Rio de Janeiro. Nesse ano, o desenho passa para segundo plano, e o artista abandona a figuração expressionista, voltando-se para obras tridimensionais. Sua primeira instalação é Desvio para o Vermelho, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1967. Cria os Espaços Virtuais: Cantos (1967-1969), fragmentos de ambientes em que dois planos se cruzam abrindo uma fresta entre eles. Em 1970, participa da exposição coletiva Information, no Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York. A mostra reúne boa parte da produção de matriz conceitual da década de 1960. Cildo Meireles leva as Inserções em Circuitos Ideológicos (1970), série de trabalhos em que imprime frases subversivas em cédulas de dinheiro e garrafas de Coca-Cola, deslocando a recepção da obra da dimensão de "público" para a de "circuito". A intervenção política em objetos banais é constante em sua produção entre 1970 e 1975, como Árvore do Dinheiro (1969), Introdução a uma Nova Crítica (1970) e O Sermão da Montanha: Fiat Lux (1973).

Mora nos Estados Unidos de 1971 até 1973. Ao retornar ao Brasil, concentra-se nas linguagens conceituais e na apropriação de objetos não-artísticos. Em 1974, termina a primeira versão do trabalho Malhas da Liberdade (1976). Realiza, em 1975, a instalação Eureka/Blindhotland, em que investiga propriedades sensoriais não visuais dos objetos utilizados. Na segunda metade da década de 1970, amplia essa discussão em esculturas como A Diferença entre um Círculo e uma Esfera É o Peso (1976), Estojo de Geometria (1977) e Rodos (1978).

No início da década de 1980, alguns elementos pictóricos são incorporados às suas instalações e esculturas, como em Volátil (1980), Maca (1983), Cinza (1984) e Para Pedro (1984). Realiza Missão/Missões (1987), instalação feita com hóstias, moedas e ossos, e Através (1989), um ambiente labiríntico formado por objetos e materiais utilizados para delimitar ou interditar espaços, como grades e alambrados. Em 2001, realiza Babel, instalação sonora e luminosa feita com rádios sintonizados em diferentes estações, que retoma e atualiza seus trabalhos com discos de vinil da década de 1970. É o segundo artista brasileiro a ter uma exposição retrospectiva de sua obra na Tate Modern, em Londres, em 2008. No ano anterior, a instituição realiza uma mostra dedicada a Hélio Oiticica.

 

Claudio Cretti

Sobre o artista

Belém, PA, 1964

Claudio Cretti nasceu em 1964 em Belém, PA. Com menos de um ano, muda-se com a família para Pirassununga, interior de São Paulo, cidade onde vive até os quinze anos, no que foi para ele uma experiência marcante de um cotidiano quase caipira. Em 1979, vai morar em São Paulo. Dois anos depois, ingressa na escola técnica IADE — Instituto de Arte e Decoração, iniciando um período de formação que vai determinar a sua escolha definitiva pela arte. Nessa época, estabelece frutíferas relações com professores como Lenora de Barros, Guto Lacaz e Cássio Michalani, entre outros.

Carlos Cruz Diez

Sobre o artista

Caracas, Venezuela, 1923

Passou sua carreira profissional trabalhando e ensinando, entre Paris e Caracas. Reside em Paris desde 1960. Sua obra está representada em museus e locais de arte pública internacional. É considerado uma das figuras principais da arte cinética. É um teórico contemporâneo das cores e seu propósito artístico é baseado em quatro condições cromáticas: cor subtrativa, aditiva, indutiva e refletiva. Sua pesquisa levou a arte para uma nova forma de entender o fenômeno das cores, ampliando seu universo perceptivo. 

Daniel Feingold

Sobre o artista

Rio de Janeiro, 1954

Formou-se em Arquitetura e Urbanismo nas Faculdades Integradas Silva e Souza, no Rio de Janeiro, em 1983. Fez diversos cursos, entre eles o de História da Arte com o crítico Ronaldo Brito, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988 –1992), Teoria da Arte e Pintura na escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro (1989 – 1990), e o “Núcleo de Aprofundamento”, programa de um ano no estúdio de pintura dessa mesma escola (1991). Em 1993 ganhou uma bolsa de estudos do governo brasileiro para fazer o mestrado no Pratt Institute, em Nova York. Desde 1991, realizou várias exposições individuais, como “Projeto Macunaíma”, no Instituto Brasileiro de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, 1992), “Espaço empenado”, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2002), “Pintura”, no Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo, 2003), e na Galeria Raquel Arnaud, em 1996, 1999, 2002 e 2006. Em 2011, expôs individualmente no Atelier Sidnei Tendler, em Bruxelas, na Bélgica. Mais recentemente, em 2013 teve uma grande mostra individual, “Acaso controlado”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e “Pintura em fluxo”, na Múltiplo Espaço Arte, Rio de Janeiro.

Também participou de exposições coletivas, como “Aprofundamento”, na escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro, 1991); 15º Salão Carioca e 17º Salão Nacional de Artes Plásticas (Rio de Janeiro, 1991), tendo obtido em ambas o 1º prêmio; “Crossing Lines – Art in General”, em Nova York; “O beijo”, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1998); “Gestural Drawings”, na Neuhoff gallery (Nova York, 2000), e 5ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2005). Em 2007, integrou a mostra coletiva do “Minus Space”, em Sydney e Melbourne, na Austrália, e Wellington, na Nova Zelândia. Em 2010, participou de coletiva no Centro de Arte Maria Teresa Vieira (Rio de Janeiro), e também “The Machine Eats”, na Frederico Sève Gallery (Nova York). Suas mais recentes participações em exposições coletivas foram “Arte brasileira e depois na Coleção Itaú”, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2011); “Cinéticos e construtivos”, na Galeria Carbono (São Paulo, 2013); “Afinidades”, no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2014); e “Trajetória 40 anos”, na Galeria Raquel Arnaud (São Paulo, 2014). A Galeria Raquel Arnaud representa o artista desde 1993.

Daniela Antonelli

Sobre a artista

Rio de Janeiro, RJ, 1981

Daniela Antonelli é uma carioca de 34 anos cujo trabalho gira em torno do desenho e da escultura. Desenvolve sua pesquisa desde 2008 e participou de exposições coletivas como o Salão Novíssimos 2011 – Galeria de Arte Ibeu, Abre Alas 2011 – Galeria A Gentil Carioca e Salão de Pinturas 2014 – Galeria Mercedes Viegas. Realizou sua primeira individual em 2011 na Galeria Oscar Cruz em São Paulo e em 2013 fez sua primeira individual no Rio de Janeiro intitulada “Morada” na Galeria Mercedes Viegas. No ano de2013 participou da residência Residency Unlimited em Nova Yorque para qual ganhou o patrocínio do Ministério da Cultura através do Programa de intercâmbio e Difusão Cultural e ganhou a bolsa residência da Fundação West Dean. Em 2014 realizou a residência do Arte Institute no Porto em Portugal e atualmente desenvolve seu trabalho em seu atelier no Rio de Janeiro.

Eduardo Sued

Sobre o artista

Rio de Janeiro, RJ, 1925

Pintor, gravador, ilustrador, desenhista, vitralista e professor. Gradua-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro, em 1948. No ano seguinte estuda desenho e pintura com Henrique Boese (1897 - 1982). Entre 1950 e 1951, trabalha como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1907). Em 1951, viaja para Paris, onde freqüenta as academias La Grande Chaumière e Julian. Em sua estada na capital francesa entra em contato com as obras de Pablo Picasso (1881 - 1973), Joán Miró (1893 - 1983), Henri Matisse (1869 - 1954) e Georges Braque (1882 - 1963). Retorna ao Rio de Janeiro em 1953 e freqüenta o ateliê de Iberê Camargo (1914 - 1994) para estudar gravura em metal tornando-se mais tarde, seu assistente. Leciona desenho e pintura na Escolinha de Arte do Brasil, em 1956 e, no ano seguinte, transfere-se para São Paulo, onde ministra aulas de desenho, pintura e gravura, na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, de 1958 a 1963. Em 1964, volta a morar no Rio de Janeiro e publica o álbum de águas-fortes 25 Gravuras. O artista não se vincula a nenhum movimento mantendo-se alheio aos debates da época. Sua carreira teve uma breve etapa pautada no figurativismo, mas logo se encaminha para abstração geométrica. Nos anos de 1970, aproxima-se das vertentes construtivas, desenvolvendo sua obra a partir da reflexão acerca de Piet Mondrian (1872 - 1944) e da Bauhaus. Entre 1974 e 1980, ministra aulas de gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ.

Elizabeth Jobim

Sobre a artista

Rio de Janeiro, RJ, 1957

Desenhista, pintora, gravadora. Realiza estudos de desenho e pintura com, Aluísio Carvão (1920-2001) e Eduardo Sued (1925), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), entre 1981 e 1985. Cursa comunicação visual na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), a partir de 1981. Nessa universidade, entre 1988 e 1989, faz curso de especialização em História da Arte e da Arquitetura no Brasil. Entre 1990 e 1992, faz mestrado em Belas Artes na School of Visual Arts, em Nova York, nos Estados Unidos. A partir de 1994, leciona no Ateliê de Desenho e Pintura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro.

Fernanda Junqueira

Sobre a artista

Artista plástica carioca, atuante desde meados da década de 1980, formada em Pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e curso de Especialização em história da arte e arquitetura no Brasil pela PUC-RJ. De seu currículo constam diversos cursos nas áreas de arte e filosofia, cursos práticos de desenho, fotogravura e outros na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e no MAM-RJ; curso de fotografia profissional no Senac; e curso de arte na educação na Escolinha de Arte do Brasil, no Rio de Janeiro.

Trabalhou na área cultural, no setor educativo da Fundação Raymundo Castro Maya, Rio de Janeiro, de 1982 a 1985; na Assessoria do Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, de 1997 a 1999; e na produção executiva de exposições de arte em diversas instituições nacionais.

Em 2000, recebe o Prêmio de Bolsa do 5º Programa de Bolsas do Instituto Municipal de Arte e Cultura do Rio de Janeiro, RioArte, com o projeto Conjunto vazio, um espaço topológico. A pesquisa iniciada com esculturas de grandes formatos em cerâmica possibilita uma série de investigações que resulta na realização de exposições individuais em amplos espaços, entre eles, o Paço Imperial, Rio de Janeiro, e o Centro Cultural Maria Antônia, em São Paulo, ambas em 2002-2003. Em junho de 2013, o Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea, Funarte-RJ, inaugura novas investigações com o projeto da instalação intitulada Jardins submersos, criada especificamente para o local, a Galeria Mezanino no Palácio Capanema, Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2014, realiza a mostra Aquarelas submersas, Galeria MUL.TI.PLO Espaço Arte, no Rio de Janeiro. Em agosto de 2014, inaugura a exposição Jardins Submersos, no Palácio Capanema, Rio de Janeiro.

Entre as exposições coletivas, podemos destacar, em 2014, além das participações na Art-Rio e na SP-Arte com a Galeria Mul.TI.PLO Espaço Arte em 2013, 2012 e 2011: as coletivas Múltiplo+Múltiplo, Galeria Múltiplo Espaço Arte, Rio de Janeiro, 2013 e 2012; Arte Brasileira: além do sistema", curadoria Paulo Sérgio Duarte. Galeria Estação, São Paulo, SP 2010; Projetos IN-Provados, com curadoria de Sonia Salcedo, Caixa Cultural Rio de Janeiro, 2010; Ar opaco – variações cariocas, Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2009; Coletiva, Espaço Gávea Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2007; Núcleos Contemporâneos, Valu Oria Galeria de Arte, São Paulo, 2004; Quatro Matérias, exposição itinerante no Sesc, e Grande Orlândia, São Cristóvão, Rio de Janeiro, ambas em 2003; Pequenos Formatos, Escritório de Arte Mercedes Viegas, Rio de Janeiro, 2001; Desenho Contemporâneo – Quatro artistas brasileiros, Centro Cultural São Paulo e Caelum Gallery, Nova York, EUA, 1999, e Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2000; MercoArte, Mar del Plata, Argentina, 1999; Gesto Mínimo, com curadoria de Luiz Sérgio Oliveira, Galeria de Arte UFF, Niterói, 1997; Influência Poética, com curadoria de Paulo Venâncio Filho, Paço das Artes, Belo Horizonte, e Paço Imperial, Rio de Janeiro, 1996.

Entre as principais exposições individuais: Jardins Submersos, um espaço líquido - Prêmio Projetéis Funarte de Arte Contemporânea, Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro, 2014; Aquarelas Submersas, Galeria Múl.ti.plo Espaço Arte, Rio de Janeiro, 2014; Voluminosos, Galeria 90 Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2005; Conjunto Vazio, Valu Oria Galeria de Arte e Centro Cultural Maria Antônia, ambas em São Paulo, 2003; Conjunto Vazio, Paço Imperial, Rio de Janeiro, e Galeria Sérgio Porto, Rio de Janeiro, 2002; Desenhos, Valu Ória Galeria de Arte, São Paulo, 1997; Centro Cultural São Paulo, e Galeria Macunaíma, Funarte, Rio de Janeiro, ambas em 1996; Galeria Paulo Cunha e Galeria de Arte Sesc, Rio de Janeiro, 1985.

Francis Bacon

Sobre o artista

Dublin, Irlanda, 1909

Francis Bacon nasceu em Dublin, na Irlanda, a 28 de Outubro de 1909. Pintor anglo-irlandês de obra figurativa, era descendente colateral do filósofo do período «Elisabetano», Francis Bacon (1561-1626).  Foi educado pela enfermeira da família, sofreu de asma na infância, o que obrigava a família a mudar constantemente entre Inglaterra e Irlanda. A sua delicadeza feminina irritava o seu pai, no decorrer de seu amadurecimento chegou a vestir-se de mulher numa festa de fantasia.

Nos seus quadros abordava temas chocantes referentes a fantasias masoquistas e recorte de corpos humanos. Esboçava imagens violentas ligadas à tensão homoerótica.Tinha fascínio pelo corpo humano, e a representação da transgressão sexual e religiosa. Os seus quadros ajudaram a construir a visão «modernista» do mundo. A sua primeira exposição individual ocorreu na Lefevre Gallery em 1945. Com um trabalho audaz e ao mesmo tempo austero, pintava com frequência o grotesco ou imagens de pesadelo. A sua obra esteve em exposição em Portugal, «Museu Serralves», na cidade do Porto em 2003. Faleceu em Madrid, a 28 de Abril de 1992.

Gabriela Machado

Sobre a artista

Santa Catarina, 1960

Gabriela Machado é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Santa Úrsula, 1984. Antes de se dedicar exclusivamente às artes plásticas a partir de meados dos anos 80, participou de trabalhos de restauração na Fundação Roberto Marinho. “Morava numa casa do século XVIII com afrescos pintados por José Maria Villaronga. Meu pai gostava muito do cuidado com a recuperação dos afrescos e da arquitetura da casa. Pude assistir de perto a riqueza desse trabalho detalhado, ao longo da minha infância.”

Gabriela estudou gravura, pintura, desenho e teoria da arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro, 1987-1992). Frequentou cursos em História da Arte, ministrados pelos críticos Paulo Venâncio Filho, Paulo Sérgio Duarte (1993-1995) e cursos de Estética e História da Arte, ministrados por Ronaldo Brito, na PUC e UNI/RIO (Rio de Janeiro, 1992-1997).

No ano de 2009, Gabriela Machado foi vencedora do Prêmio de Artes Plásticas FUNARTE Marcantonio Vilaça. Inaugurou o espaço da Caixa Cultural de São Paulo com a exposição Doida Disciplina (2009), com curadoria de Ronaldo Brito após realizar a mesma exposição na Caixa Cultural do Rio de Janeiro e lançar um livro homônimo (Doida Disciplina – Editora Aeroplano, Rio de Janeiro) com sua produção mais recente. Em 2008, Gabriela fez uma exposição individual na Galeria 3 +1 em Lisboa, Portugal, e foi também contemplada com o prêmio Marcantonio Vilaça em aquisição coletiva da Fundação Ecco (Brasília) Ainda em 2008 lançou um livro intitulado Gabriela Machado (Editora Dardo, Santiago de Compostela, Espanha), com um apanhado de textos críticos e imagens de diferentes fases da sua carreira.

Entre as suas exposições individuais ocorridas em anos anteriores destacam-se: Desenhos no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, com texto de Paulo Venâncio (2002); Centro Universitário Maria Antônia, texto de Afonso Luz (São Paulo, 2002); Neuhoff Gallery de Nova York, com texto de Robert Morgan (2003). Podemos citar ainda: Largo das Artes, juntamente com o escultor José Spaniol (Rio de Janeiro, 2007), Pinturas, na Galeria Virgílio, com texto de Alberto Tassinari (São Paulo, 2006); Pinturas, H.A.P. Galeria, texto Ronaldo Brito (Rio de Janeiro, 2005); H.A.P. Galeria, texto Paulo Sergio Duarte (Rio de Janeiro, 2002); Projeto Macunaíma, na Funarte (Rio de Janeiro,1992).

Teve seus trabalhos representados em importantes feiras internacionais, com destaque para Valencia Art (2009), Arte Lisboa (2009, 2008 e 2006) e Pinta Art Fair em Nova York (2008 e 2009). Também em 2008 expôs com grande repercussão e reconhecimento na ARCO’08 – Feira de Arte Contemporânea em Madrid (2008), onde ocupou por inteiro o stand da H.A.P. Galeria.

Outras participações em feiras e exposições coletivas incluem outros anos na ARCO Madrid (2001/1998); SP Arte (São Paulo, 2008/2007/2006/2005); Arquivo Geral (Rio de Janeiro, 2008/2006/2004); Art Chicago (Chicago, 2004); Art Cologne (Alemanha, 2003); San Francisco International Art Exposition (NY, 2002); Desenho Contemporâneo, Centro Cultural São Paulo e Caelum Gallery (NY, 2002); Novas Aquisições Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM (Rio de Janeiro, 1998); Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1998); Mostra América (1995); 1ª Bienal Nacional da Gravura (São Paulo, 1994); Centro Cultural São Paulo (1993); X Bienal do Desenho de Curitiba (1991); Projeto Macunaíma, na Funarte (Rio de Janeiro, 1992/1990).

Está presente em importantes coleções brasileiras, como as de Gilberto Chateaubriand, José Mindlin, George Kornis, João Carlos Figueredo Ferraz, Charles Cosac, Fundação Castro Maya, Instituto Brasileiro de Arte e Cultura, Centro Cultural Cândido Mendes e Fundação Catarinense de Cultura (MASC), e mais recentemente, a Fundação ECCO e o Museu de Arte da Pampulha.

A obra de Gabriela Machado alcança gradualmente novos espaços fora do país. Além da exposição lisboeta em 2008, em 2002 a Neuhoff Gallery de Nova York inseriu o trabalho da artista em duas coletivas – uma delas, The Gesture, junto com conceituados pintores americanos como Frank Stella e Franz Kline. Já apresentou seus trabalhos em Bergen, na Noruega, a convite da curadora Mallin Barth.

 

Georg Baselitz

Georg Baselitz

Dresden, Alemanha, 1938


Artista alemão, Hans-Georg Kern nasceu a 23 de janeiro de 1938, em Deutschbaselitz, Dresden, na altura pertencente à antiga Alemanha de Leste. Filho de professores, Baselitz e a sua família viveram na escola onde o pai lecionava. Em 1956 Baselitz mudou-se para Berlim leste onde iniciou os seus estudos em pintura na Escola Superior de Belas Artes. Depois de ser expulso por "imaturidade sociopolítica", estudou de 1957 a 1962 na Escola Superior de Belas Artes de Berlim ocidental. Durante este período adotou o apelido Baselitz, retirado do nome da cidade que o viu nascer. Na procura de alternativas para o Realismo socialista, tomou interesse pela anamorfose. Com o seu colega e também estudante, Eugen Schönebeck, Baselitz preparou uma exposição numa casa abandonada acompanhada pelo Pandämonisches Manifest I, 1. Version, 1961, que foi publicado, juntamente com a sua segunda versão, como póster anunciando a exposição. 


Em 1963, a primeira exposição individual de Baselitz na Galeria Werner & Katz, Berlim, provocou um escândalo público; várias pinturas foram confiscadas por indecência moral. Em 1965, como bolseiro, passou seis meses em Villa Romana, Florença, a primeira das suas visitas que passaram a ser anuais. Baselitz mudou-se para Osthofen, perto de Worms, em 1966, e começou a realizar uma série de pinturas, conhecidas como "Fraktur", com motivos rurais que trabalhou até 1969. Durante este tempo começou, também, a pintar as primeiras telas invertidas, esforçando-se por ultrapassar o carácter de simples representação. Em 1975, Baselitz muda-se para Derneburg, perto de Hildesheim, e viajou pela primeira vez para Nova Iorque e para o Brasil (13.a Bienal de São Paulo). Em 1976, a Staatsgalerie Moderner Kunst, em Munique, organizou uma exposição retrospetiva do seu trabalho. Adquiriu um estúdio em Florença, que manteve até 1981. Baselitz foi convidado para professor, em 1978, na Staatliche Akademie der Bildenden Künste, Karlsruhe, Alemanha.


Em 1980, já com reputação estabelecida, Baselitz foi escolhido para representar a Alemanha na Bienal de Veneza, onde expôs no pavilhão alemão o seu primeiro trabalho de escultura "Modell für eine Skulptur" (1979/80). Durante as décadas de 1980 e de 1990 o seu trabalho foi frequentemente exposto na Galeria Michael Werner de Colónia e de Nova Iorque. Em 1983 deixou a Staatliche Akademie der Bildenden Künste, em Karlsruhe, para assumir o cargo de professor de Pintura na Escola Superior de Arte, em Berlim, cargo que deixou em 1988 e que reiniciaria em 1992. 


Desde os finais da década de 1980 que Baselitz realiza exposições individuais e retrospetivas do seu trabalho em locais como a Sala de Armas do Pallazzo Vecchio em Florença (1988), e o Solomon R. Guggenheim Museum, de Nova Iorque (1995). Baselitz divide o seu tempo entre Derneburg, Alemanha, num castelo que converteu, e Imperia, na Riviera italiana.

Germana Monte-Mór

Huai-Quing Wang

Jannis Kounellis

JANNIS KOUNELLIS
Sem título | tríptico | set com 3 litografias em papel rag e colagem com jornais dobrados | 50 x 40 cm cada | Edição 60 | 1998

Sobre o artista

Grécia, 1936

Jannis Kounellis nasceu na Grécia, em 1936, e vinte anos depois foi morar em Roma, onde freqüentou a Academia de Belas Artes. Desde então, vive e trabalha na capital italiana.
Kounellis é um dos mais importantes artistas oriundos da arte povera, movimento que nasceu nos anos 1960 na Itália e estendeu sua influência para diversos países. Seu encontro com os artistas Alberto Burri e Lucio Fontana foi decisivo para constituir uma vocação artística revolucionária. A estes italianos, juntam-se suas predileções por artistas polifacéticos como Wols, Fautrier e Pollock. Não foi casual que sua primeira exposição, em 1960, em Roma, apresentava-se com o título “L′alfabeto di Kounellis”. Esta nova linguagem artística surgia da relação de composição entre matérias inertes e matérias vivas, para favorecer a tomada de consciência e uma atitude crítica perante a criação e a sociedade. Por isso, Jannis Kounellis optou por substituir a tradicional folha de papel ou a tela por uma placa de ferro onde aplicava seu “abecedário”, composto, entre outros elementos, de fogo, terra, carvão, lã, plantas e animais vivos e mortos.
Com esta simbiose entre o “natural” e o “artificial”, o artista abria uma nova etapa não somente em sua trajetória, mas também na arte contemporânea. Desde suas primeiras obras, telas compostas de letras e cifras negras sobre fundo branco, o artista outorga a certos signos um valor metafórico e uma função de símbolo. Ainda que nunca tenha restringido sua pintura à dimensão bidimensional, começou a realizar obras tridimensionais que buscavam integrar formas artísticas tão diversas como a pintura, a escultura, a música, o teatro e a poesia. É de sua natureza a combinação de signos e materiais no processo formal e conceitual. A obra de Kounellis é como um teatro de sensações que tomam nossos olhos como um arsenal do passado, como o umbral decisivo feito da utopia que é a arte. Ela é a sombra da arquitetura e da arqueologia, com a música do passado, onde Kounellis nos convida a aprender a olhar, a sentir, a pensar, sem palavras, e em decisivo silêncio.

Paulo Reis 

Diretor e co-editor da Dardo Magazine

Jaume Plensa

Joan Hernández Pijuan

Joel Shapiro

Sobre o artista

Nova York, 1941

Joel Shapiro (b. 1941, Nova York) é um artista de destaque internacional. Executou mais de trinta trabalhos e esculturas localizadas em locais públicos de grandes cidades asiáticas, europeias e norte-americanas e tem sido tema de mais de 160 exposições individuais e retrospectivas internacionais. Em suas recentes investigações sobre a possibilidade expressiva da forma e da cor no espaço, o artista suspende elementos de madeira pintadas do teto, parede e chão, explorando a projeção do pensamento no espaço, sem a restrição da arquitetura. Em 2011, o artista energizou a monumental galeria do Museu Ludwig em Cologne, Alemanha, com quinze elementos de madeira vibrantemente pintados. 

José Bento

Sobre o artista

Salvador, BA, 1962

Escultor. Em 1966, transfere-se com a família para Belo Horizonte. Autodidata, entre 1981 e 1988, cria uma série de cenas e ambientes em miniatura com palitos de picolé. Expõe parte dessas peças no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em 1989. Nesse ano, realiza pequenas caixas de madeira e vidro em cujo interior desenha com mercúrio. Nessa época, começa a produzir esculturas com troncos tombados naturalmente, muitas vezes de árvores raras e seculares, que recolhe na região da Mata Atlântica entre Minas Gerais e Espírito Santo. Em 1990 e 1991, desenvolve Roda, trabalho que se distancia das obras anteriores e impulsiona sua participação em diversas exposições coletivas no Brasil. Recebe o Prêmio Brasília de Artes Plásticas no 12° Salão Nacional de Artes Plásticas (1991-1992), no Rio de Janeiro. Em 1993, realiza mostra individual na Casa Guignard, em Ouro Preto, Minas Gerais. A partir de 2000, trabalha também com vidro, espelho e granito. Em 2004, exibe suas esculturas no Museu de Arte da Pampulha - MAP, em Belo Horizonte.

José Pedro Croft

Sobre o artista

Porto, Portugal, 1957

Pintor e escultor, José Pedro Croft nasceu em 1957, no Porto, tendo efetuado os estudos na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, terminando o curso de pintura em 1981. Durante este período trabalhou com o escultor João Cutileiro, facto que determinou o seu percurso artístico. A recuperação da escultura em pedra marcou a sua obra na década de 80. O primeiro conjunto de esculturas realizadas por este autor tinham como referência modelos arcaicos, onde predominava o baixo-relevo e a modelação. Seguidamente, tendo como ponto de partida formas simples relacionadas com estruturas arquitetónicas, a obra de Croft desenvolve-se no sentido mais geométrico das formas realizadas com grandes blocos de pedra. Este repertório de formas-tipo da arquitetura (colunas, casas, arcos) é tratado através de processos de sobreposição e fragmentação. No final desta década, o mármore é gradualmente substituído por outros materiais passíveis de modelação, como o gesso, depois passado a bronze e frequentemente pintado de branco, ou o poliuretano.

Esta fase caracteriza-se por um especial interesse pelas questões do equilíbrio e pela relação que a peça escultórica estabelece com o espaço. Nos anos 90, a sua obra acentua as qualidades intrínsecas da escultura como o peso, a densidade, expressas nas dualidades estabilidade/instabilidade e imobilidade/leveza. Nas esculturas desta fase, evocativas de memórias associadas a funcionalidades anteriores dos objetos que nelas integra (mesas, cadeiras e alguidares), é ainda explorada a relação do volume com o espaço e com a luz. 

Em meados da década, a incorporação de espelhos introduz uma nova dimensão pelo jogo de duplicação virtual da forma, à qual muitas vezes é associada à desconstrução formal do objeto. Em paralelo com a produção escultórica, tem realizado alguns trabalhos pictóricos, associados à gravura, nos quais está presente a mesma preocupação com a definição de formas primordiais.

Realizou diversas exposições individuais e coletivas, desde 1980. A sua obra encontra-se presente em diversas coleções públicas e privadas, tais como: Banco Central Europeu, Frankfurt; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM-Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Centro Galego de Arte Contemporâneo, Santiago de Compostela; Fundação de Serralves, Porto; Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Lisboa; Fundación Caixa Galiza, La Coruña; Fundación La Caixa, Barcelona; MEIAC, Museo Extremenho y Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz; Ministério da Cultura, Portugal; Museo de Cantábria, Espanha; Museo de Zamora, Espanha; Museo Nacional, Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Sammlung Albertina, Viena; e Colecção Berardo, Lisboa.

Kitty Paranaguá

Lauro Muller

Sobre o artista

Formação

1965 – Estudou pintura na “Academie Julien” – Paris – França
1966/69 – Estudou na “Ruskin Schooll of Drawing and Fine Arts”
- Oxford – Inglaterra
1969 – Estudou cinema no “Contemporary Filmmakers Studio” -
Londres – Inglaterra
1970/72 – Estudou pintura chinesa – Taipei – Taiwan

Individuais

1971 – Magic Touch Gallery – Taipei – Taiwan
1985 – Centro Cultural Cândido Mendes – Rio de Janeiro
1994 – Palazzo della Provincia – Macerata – Itália
1994 – Centro Cultural Cândido Mendes – Rio de Janeiro
1998 – Galleria Frau – New York – USA
1999 – Washington Square Windows – New York – USA
2001 – Centro Cultural Cândido Mendes – Rio de Janeiro
2002 – Espaço Cultural dos Correios – Rio de Janeiro
2003 – Spazio Poltrona Frau – Roma – Itália
2004 – Centro Cultural Cândido Mendes – Rio de Janeiro
2007 – Pintura Abstrata Trop – Museu de Arte Moderna– Rio de Janeiro
2008 – Spazio Officina – Roma – Itália
2009 – Galeria de Arte Maria de Lourdes Mendes de Almeida – Rio de Janeiro

Coletivas

1975 – Salão de Verão – Museu de Arte Moderna– Rio de Janeiro
1979 – Bienal Nacional – São Paulo
1987 – Arte Brasileira do Século XX – Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro
1995 – Festival Latino Americano – Milão, Viareggio e Iesolo – Itália
2003 – Celebração – 10 anos do Centro Cultural dos Correios –  Espaço Cultural dos Correios – Rio de Janeiro
2003 – 25 anos – Galeria Cândido Mendes – Rio de Janeiro
2005 – Chroma – Coleção Gilberto Chateaubriand – Museu de Arte Moderna –  Rio de Janeiro
2007/2008 – Galeria do Convento – Rio de Janeiro – Brasil

León Ferrari

Sobre o artista

Buenos Aires, Argentina, 1920

Pintor, gravador, escultor, artista multimídia. Inicia seu trabalho como escultor na Itália, onde reside por três anos. Em 1955, realiza individual na Galeria Cariola, em Milão. Em 1960, começa a fazer esculturas de arame e aço inoxidável e, dois anos depois, produz desenhos caligráficos e colagens. Em 1965, engaja-se no movimento cultural e político do Instituto di Tella de Buenos Aires, e abandona a produção abstrata. Entre 1968 e 1969, participa dos eventos Tucuman Arde e Malvenido Rockefeller, em Buenos Aires. Muda-se para São Paulo, em 1976, e retoma a produção de escultura de metal. Em 1977, passa a fazer esculturas sonoras em barras metálicas e interessa-se por novos meios expressivos. Realiza obras em videotexto, microfichas, arte postal, cria livros de artista e trabalha com litografia. Recebe prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA de melhor exposição do ano, em 1983. No ano seguinte volta a residir em Buenos Aires. Passa a utilizar também o meio digital em suas proposições, como em Electronicartes, 2002/2003. Em paralelo às atividades em artes visuais, publica livros comoNosotros No Sabíamos, em 1976; Cuadro Escrito, em 1984; Exégesis, em 1993, e La Bondadosa Crueldad, em 2000. Nesse ano, recebe o Prêmio Costantini.

Lucas Simões

Sobre o artista

Catanduva, SP, 1980

Formado em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Campinas e Politécnico di Milano, Itália. Desenvolvo meu trabalho de arte desde antes da faculdade de arquitetura, hoje participo de projetos individuais e coletivos, paralelamente à carreira de arquitetura. O projeto coletivo mais recente foi o Projeto Incubadora, realizado na Galeria Olido, sp. Me aproprio de diferentes suportes e objetos cotidianos para realizar seus trabalhos através de desenhos, recortes, reflexos e outras interferências, criando novas interpretações. Em 2001 realizei minha primeira individual, sendo selecionado para o programa de exposições do Espaço
Cultural do Banco Central do Brasil. Em 2010 recebeu o Grande Prêmio do Salão de Pequenos Formatos da Amazônia (UNAMA) e participou do Programa de Exposições 2010 do Museu de arte de Ribeirão Preto.

Luis Tomasello

Sobre o artista

La Plata, Argentina, 1915

Luis Tomasello, que se mudou para Paris nos anos 50, é conhecido por suas construções geométricas abstratas que se baseiam na luz para criar forma e imagem. Tomasello era profundamente interessado na cinética, em especial no uso da luz existente para criar ilusão de movimento através da manipulação da luz e da sombra. Seus trabalhos, que ele chamou de “Atmosphères chromoplastiques”, fizeram parte de exposições nacionais e internacionais.

Luiz Pizarro

Sobre o artista

Rio de Janeiro, 1958

Luiz Antônio Ferreira Pizarro (Rio de Janeiro RJ 1958). Pintor, arte-educador. Entre 1981 e 1983 estuda na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage. É aluno de John Nicholson (1951), Luiz Ernesto (1955) e freqüenta o ateliê livre de pintura de Luiz Aquila (1943). Em 1984, participa da exposição Como Vai Você, Geração 80? e, no ano seguinte, da 18ª Bienal Internacional de São Paulo. Integra o Atelier da Lapa, entre 1984 e 1989, junto com os artistasDaniel Senise (1955), Angelo Venosa (1954) e João Magalhães (1945), e com eles (exceto Magalhães), além de Maurício Bentes (1958 - 2003) e Celeida Tostes (1929 - 1995), divide o Casarão da Lapa, de 1989 a 1991, utilizado como ateliê e espaço de ensino. Entre 1986 e 1990 leciona pintura e desenho na EAV/Parque Lage, e também dá aulas com Beatriz Milhazes (1960) e Daniel Senise. De 1990 a 1991, coordena o projeto Galpão das Artes, direcionado à difusão da arte contemporânea, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Viaja para a Europa em 1991, permanece em Portugal até 1992, e reside na Alemanha de 1992 a 1998. Volta ao Brasil, e entre 1999 e 2005 desenvolve projetos educativos para centros culturais e museus, como o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, e participa de exposições. Em 2006 recebe a Bolsa Icatu de Artes, para residência artística na Cité des Arts, em Paris.

Malu Fatorelli

Sobre o artista

M A L U     F A T O R E L L I   

Artista e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) desde 20O2. Arquiteta graduada em 1980, possui mestrado em Comunicação e Tecnologia da Imagem e doutorado em Artes Visuais em 2004, todos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seu trabalho estabelece conexões entre arte e arquitetura tornando evidente um campo conceitual que habita imagens estrategicamente construídas em diferentes meios. Foi artista visitante na Scuola di Gráfica di Venezia, Itália (bolsa do Istituto Italiano di Cultura); na Ruskin School of Drawing and Fine Arts, Universidade de Oxford, Inglaterra (bolsa do British Council); no Headlands Center for the Arts, CA, EUA; no Instituto Gedok, Munique, Alemanha e na Universidade de Calgary, Canadá. O trabalho de Malu Fatorelli foi apresentado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Sprengel Museum de Hanover, Alemanha; Casa de Las Americas, Cuba; Galeria Segno Gráfico, Itália; na Casa de Cultura Laura Alvim, RJentre outros. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil.

Exposições Selecionadas selected exhibitions

2016 Exposição coletiva Galeria Múltiplo, RJ 2015 Instalação 2 Atlânticos 1 Pacífico, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, RJ. Raleigh-Rio artistic conversation, Galeria ARTSPACE, Raleigh, NC, USA. 2014 Instalação Clepsidra: arquitetura líquida, Galeria da Casa de Cultura Laura Alvim, RJ; Exposição individual, Galeria da Universidade de Calgary, Canadá. 2012 Exposição coletiva, Gravura em Campo Expandido, Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP. 2011 Proximidades e Distâncias, Galeria Gedok, Munique, Alemanha. Desenho no Campus – Instalação no Campus da UERJ Maracanã, RJ. 2010 Exposição individual, Galeria HAP, RJ. Exposição coletiva, Tempo-Matéria MAC - Museu de Arte Contemporânea de Niterói, RJ. 2009 Exposição coletiva, Galeria de Arte Brasileira Contemporânea, gravuras da coleção permanente do Museu Nacional de Belas Artes, RJ. 2008 Exposição coletiva, ENSAIOS, Galeria do Largo das Artes, RJ. 2007Instalação: Desenho, Galeria do IBEU, RJ. 2006 Instalação Desenho de Arquitetura 1:1 no projeto Zona Instável nas Cavalariças, EAV do Parque Lage, RJ. 2005Instalação Nota de Rodapé Torreão, Porto Alegre, RS. 2004 Exposição individual, HAP Galeria, RJ. Projetos Especiais, instalação no MAC Museu de Arte Contemporânea de Niterói, RJ. 2001 Projeto Novas Direções, MAMMuseu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. 2000 Exposição individual, Meridian Gallery, São Francisco, CA, EUA. 1999 - Open House Headland Center for the Arts, Sausalito, CA, EUA. Exposição individual, Galeria HUBBUCH, Basiléia, Suíça. Os Amigos da Gravura, Chácara do Céu - Museu Castro Maya, RJ. 1998 Exposição individual, Instituto Cultural Villa Maurina, RJ. Exposição individual, Galeria Cândido Portinari da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 1996 Exposição individual, Galeria Cândido Mendes Ipanema, RJ. 1994 Works completed in Oxford, The Ruskin School of Drawing and Fine Arts, Oxford, Inglaterra. Atelier FINEP, Paço Imperial, RJ. 1993 Exposição individual, Galeria Segno Gráfico, Veneza, Itália. 1991 Exposição individual, Galeria do Centro Internacional da Gráfica de Veneza, Itália. 1990 Gravuras, Sprengel Museum, Hannover, Alemanha. Exposição individual, Galeria Sandman and Haak, Hannover, Alemanha.

Coleções públicas public collections

Biblioteca Nacional de Paris, França / Linacre College, Oxford, Inglaterra / Centro Cultural Cândido Mendes, RJ / Centro Internacional da Gráfica de Veneza, Itália / EAV Parque Lage, RJ / Fundação Álvares Penteado, São Paulo, SP / Fundação Cultural de Curitiba, PR / MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói, RJ / Museu Imperial, Petrópolis, RJ / Museu Nacional de Belas Artes, RJ / Museu da Chácara do Céu, RJ / Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP / SESC, RJ / Solar Grandjean de Montigny, PUC, RJ.

 

 

Manfredo de Souzanetto

Sobre o artista

Jacinto, MG, 1947

Manfredo Alves de Souzanetto (Jacinto MG 1947). Pintor, desenhista, escultor. Começa a estudar desenho aos 16 anos. Em 1967, muda-se para Belo Horizonte e ingressa na Escola Guignard em 1969. Estuda arquitetura na Universidade Federal de Minas Gerais de 1972 a 1975. Em 1974, expõe no 5° Salão de Arte Universitária, em Belo Horizonte, e recebe como prêmio uma bolsa para estudar na França. Mora em Paris entre 1975 e 1979 e freqüenta a École Nationale Louis Lumière, onde estuda fotografia, e a École Nationale Supérieure des Beaux Arts. Em Paris, descobre a pintura abstrata americana, o construtivismo russo e tem contato com o trabalho do grupo Suporte-Superfície. Retorna ao Brasil em 1980 e reside no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde conclui o curso de gravura. Nessa década, começa a trabalhar com telas e madeiras recortadas em formas geométricas, nas quais aplica pigmentos obtidos de amostras de terra coletadas em Minas Gerais. Em 1985, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 8° Salão Nacional de Artes Plásticas, promovido pela Fundação Nacional de Arte - Funarte, no Rio de Janeiro. Durante seis meses, entre 1999 e 2000, é artista residente na École Nationale Supérieure d'Art Décoratif de Limoges-Aubusson, na França.

Marcos Chaves

Sobre o artista

Rio de Janeiro, RJ, 1961

Iniciou sua atividade artística na segunda metade dos anos 1980. Trabalhando sobre os parâmetros da apropriação e da intervenção, sua obra é caracterizada pela utilização de diversas mídias, transitando livremente entre a produção de objetos, fotografias, vídeos, desenhos, palavras e sons.

Participou da Manifesta7 - The European Biennial of Contemporary Art, Itália, 25a Bienal Internacional de São Paulo, SP; 1a e 5a Bienais do Mercosul, Porto Alegre, Brasil, 17a Bienal de Cerveira, Portugal, 4a Bienal de Havana, Cuba; 3a Bienal de Lulea, Suécia.

Realizou exposições individuais e coletivas em instituições e galerias como o Mori Art Museum, Tóquio, Japão; Martin-Gropius-Bau, Neuer Berliner Kunstverein (NBK), Ludwig Museum e Zeppelin Artprogram, Alemanha; Vaanta Art Museum, Finlândia; Gallery 3.14, Bergen, Noruega; Galeria S2, Galeria Lehmann Maupin, Nova Iorque, EUA; Fri-Art – Centre d’Art Contemporain de Fribourg, Suíça; Espace Topographie de L’Art, Paris, França; Somerset House, Butcher’s Project, Londres, G39, Cardiff e Northern Gallery, Sunderland, Reino Unido; Iziko South African National Art Gallery, África do Sul; Jim Thompson, Bangkok, Tailândia; Centro per l’Arte Contemporânea Luigi Pecci, Prato e Milão, Itália; Focus Brasil e MAC de Santiago, Chile; Centro de Arte Caja de Burgos, Burgos; IVAM, Valencia; Patio Herreriano de Valladolid; Kiosco Alfonso y del PALEXCO e Galeria Blanca Soto Arte, Espanha; Fundação Calouste Gulbenkian e Galeria Graça Brandão, Lisboa Portugal; MAM, CCBB, MIS e Galeria Nara Roesler, São Paulo; CCBB, MAM-RJ, MAR, MNBA, MAC, Funarte, Galeria Laura Alvim, Galeria Laura Marsiaj, A Gentil Carioca, Progetti, Galeria Nara Roesler, Galeria Artur Fidalgo e Fundação Eva Klabin, Rio de Janeiro, Brasil

Marcus André

Sobre o artista

Rio de Janeiro, 1961

Frequenta o curso de desenho e introdução a pintura na Oficina do Corpo na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro entre 1978-79. Entre 1981 a 1985,  cursa Desenho Industrial na Universidade Federal do Rio de Janeiro tendo como professores Roberto Verscheisser e Gilberto Strunke e paralelamente freqüenta a Oficina de Gravura do Palácio do Ingá em Niteróicom orientação de Anna Letycia Quadros e Edith Behring, recebe prêmio no IV Salão Carioca de Arte e participa da V Mostra Nacional de Gravura em Curitiba. Em 1984 realiza sua primeira individual na Galeria Contemporânea e participa nas exposições; Como Vai Você, Geração 80 ?, Arte Brasileira Atual e V Salão Nacional de Artes Plásticas no MAM no Rio de Janeiro. Viaja para Nova York em 1985 frequentando a Parson’s New School Of Social Reaserch Printing Studio com o artista Roberto DeLamonica 1985-88, estágio na Osíris Priting Co. emais tarde é contratado comoimpressor-colorista na Ruppert J. Smith Printing Co. em Nova York, participando das edições de artistas como James Rosenquist, Larry Rivers, Kenny Scharf e Andy Warhol, sob coordenação do impressor Jean-Paul Russell, atualmente Durham Press, Pennsylvania. Participa da exposição Latin? ABC Notório Gallery no East Village. Em 1988 retorna ao Brasil, recebe prêmio no XIII Salão Nacional de Artes Plásticas e realiza individuais de pintura na Funarte Projeto Macunaíma/ Espaço Alternativo RJ, Projeto Centro Cultural São Paulo / Pavilhão da Bienal Ibirapuera e MASP SP e nas representações brasileiras da Bienal Ibero-Americana Cidade do México, Bienal de La Havana Cuba, Bienal de Pintura Cuenca Equador 2001 e no Machida Tokyo Museum Japão. Recebe os prêmios de aquisição em pintura no Museu de Arte de Brasília DF e na Mostra Internacional de Gravura Curitiba PR.  A partir de 1995 é contemplado com as bolsas: Primeiro Programa de Bolsas RioArte 1995-96, tendo na comissão os críticos e professores Heloisa Buarque de Holanda e Ronaldo Britto, O Artista PesquisadorMAC Niterói RJ 1998, Bolsa FAPERJ / Fundação de Apoio a Pesquisa 1998 e The Pollock-Krasner Foundation Inc. Grant NY 2007.

Maria-Carmen Perlingeiro

Sobre a artista

Rio de Janeiro, 1952

Maria-Carmen estuda na Escola de Belas Artes da UFRJ, mas forma-se na École Supérieure d’Art Visuel. A escultora também estuda em Nova York e ao visitar o ateliê de Sérgio Camargo descobre as possibilidades escultóricas do mármore. No entanto, a matéria prima de sua escolha é o alabastro da Toscana, que possui uma transparência permeada por manchas e ondas.  

Na década de 90, ganha o prêmio do Banco Darier Hentsch & Cie, em Genebra, concorrendo com 249 artistas de todo o mundo. Suas exposições coletivas e individuais levaram suas obras a países como Brasil, França, Suíça e Itália. Participou da 13ª e 14ª edições da Bienal de São Paulo. 

Maria Laet

Sobre a artista

Rio de Janeiro, 1982

Atenta aos espaços e superfícies a seu redor, a artista Maria Laet explora de maneiras diversas o universo urbano. Produz desenhos, gravuras, pinturas, fotografias e vídeos. Formada pela Camberwell College of Art, Londres, onde concluiu o mestrado em 2008. Realizou residência na Schloß Balmoral, Alemanha, em 2009. Dentre as suas exposições, destacam-se: ‘Desenhos de Ar’ (Centro Universitário Maria Antonia, SP, 2010), ‘Eu fiz o nada aparecer’ (RJ, 2010), e as coletivas: ‘Natura e Destino (Milão, 2010), ‘TrAIN to Bad Ems’ (Berlin, 2009), ‘O Contrato do Desenhista’ (Lisboa, 2008), ‘Realidades Imposibles’ (México, 2008), MA Theory and Practice of Transnational Art’ (Londres, 2008), ‘Paper Trail: 15 Brazilian Artists’ (Londres, 2008), ‘Upstaging Nature’ (Londres, 2007), ‘Novas Aquizições’ 2006/2007, Coleção de arte Gilberto Chateaubriand’ (MAM, RJ, 2007) e ‘Abre Alas’ (RJ, 2008 e 2006).

Mariana Manhães

Sobre a artista

Niterói, RJ, 1977

Mariana participou de exposições em diversos museus e galerias no Brasil e exterior, dentre os quais se destacam: Bienal de Vancouver (Vancouver, Canadá), Shanghart Gallery (Xangai, China), The Mattress Factory (Pittsburgh, EUA), Bozar Museum (Bruxelas, Bélgica), Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília), Martin-Gropius-Bau Museum (Berlim, Alemanha), Instituto Itaú Cultural (São Paulo), Instituto Tomie Ohtake (São Paulo), Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro), Museu de Arte Moderna (Salvador), Museu Vale do Rio Doce (Vila Velha), Galerie GP+N Vallois e Natalie Seroussi (Paris, França), entre outros.

Apresentou individuais no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2013), Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, 2010), Galeria Leme (São Paulo, 2008) e Museu de Arte Contemporânea (Niterói/RJ, 2007). Recebeu relevantes prêmios, mais recentemente a Bolsa Funarte de Estímulo às Artes Visuais, em 2013. Em 2012, concluiu seu mestrado em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ, no Rio de Janeiro.

Mariana Serri

Sobre a artista

Belo Horizonte, MG, 1982

Artista plástica formada pela FAAP em 2005. Em 2010 apresenta exposição individual we live on a mountain na Galeria Virgilio. Expôs em diversas exposições coletivas, dentre as quais destacam-se: Paisagens à margem, no Programa de Exposições do Paço das Artes em 2011, com Lucas Arruda, Mariana Galender e Mariana Tassinari; Projeto Radiovisual da 7ª Bienal do Mercosul’ com a obra Aperte o botão ou apresente o seu cartão, realizado em parceria com Lucas Arruda; exposiçãoIncompletudes na Galeria Virgílio em 2010 com curadoria de Mario Gioia; exposição Mediações / Galeria Motor em 2010; exposição Vistas a perder de vista na Galeria Penteado em 2010 com curadoria de Claudio Cretti; exposiçãoentre 5 paredes em 2008 com Ana Prata; Bruno Dunley e Lucas Arruda; 37º Salão de Arte Contemporânea de Santo André Luiz Sacilotto; Escola São Paulo; 40º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba; 11ª Bienal de Santos; Programa de Exposições de Ribeirão Preto; 13º Salão dos Novos de Joinville; IV Território de Arte de Araraquara; e 37º Anual de Artes da FAAP, na qual recebeu prêmio pela obra Domingo, 2005, (vídeo, 13’31’’). Atualmente faz parte do corpo de artistas que integram a Galeria Virgílio e a Galeria Motor. Paralelamente à produção artística, realizou a coordenação do Curso de Formação para os Educadores da 29ª Bienal de São Paulo em 2010, e desde 2008 coordena o Atendimento ao Público no Setor Educativo do Instituto Tomie Ohtake em São Paulo.

Sem título | 2017 | Fotografia impressa em vidro e base de madeira | 31 x 40 x 12 cm

Miguel Rio Branco 

 

Las Palmas de Gran Canaria, Espanha, 1946

 

É pintor, fotógrafo, diretor de cinema, além de criador de instalações multimídia. Atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro. Trabalhou intensamente na Europa e Américas desde o começo de sua carreira, em 1964, com uma exposição em Berna, Suiça. Em 1966 estudou no New York Institute of Photography e em 1968 na Escola Superior de Desenho Industrial no Rio de Janeiro. Rio Branco começou expondo pinturas em 1964, fotografias e filmes em 1972. Trabalhou como fotógrafo e diretor de filmes experimentais em Nova Iorque de 1970 a 1972. Dirigiu e fotografou curtas metragens e longas nos próximos nove anos. Paralelamente, perseguindo sua fotografia pessoal, desenvolveu um trabalho documental de forte carga poética. Em pouco tempo foi reconhecido como um dos melhores fotojornalists de cor. 


Nos anos 80 Miguel Rio Branco foi aclamado internacionalmente por seus filmes e fotografias na forma de prêmios, publicações e exposições como o Grande Prêmio da Primeira Trienal de Fotografia do Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Prêmio Kodak de la Critique Photographique, de 1982, na França, que foi dividido com dois outros fotógrafos. Seu trabalho fotográfico foi visto em várias exposições nos últimos 20 anos, como no Centre George Pompidou, Paris; Bienal de São Paulo, 1983; no Stedelijk Museum, Amsterdam, 1989; no Palazzo Fortuny, Venice, 1988; Burden Gallery, Aperture Foundation, New York, 1986; Magnum Gallery, Paris, 1985; MASP, São Paulo; Fotogaleria FUNARTE, Rio de Janeiro, 1988; Kunstverein Frankfurt, in Prospect 1996; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1996. 


Miguel Rio Branco dirigiu 14 curtas metragens e fotografou 8 longas. Seu trabalho mais recente como diretor de fotografia pode ser visto em 1988 no filme “Uma avenida chamada Brasil” de Otavio Bezerra. Ganhou o prêmio de melhor direção de fotografia por seu trabalho em “Memória Viva” de Otavio Bezerra e “Abolição” de Zozimo Bulbul no Festival de Cinema do Brasil de 1988. Também dirigiu e fotografou 7 filmes experimentais e 2 videos, incluindo “Nada levarei qundo morrer aqueles que mim deve cobrarei no inferno”, que ganhou o prêmio de melhor fotografia no Festival de Cinema de Brasília e o Prêmio Especial do Juri e o Prêmio da Crítica Internacional no XI Festival Internacional de Documentários e Curtas de Lille, França, 1982. 


As fotografias de Rio Branco foram publicadas em diversas revistas como Stern, National Geographic, Geo, Aperture, Photo Magazine, Europeo, Paseante. Dulce Sudor Amargo, o primeiro livro de Rio Branco foi publicado em 1985 pelo Fundo de Cultura Economica, Mexico. O segundo, Nakta, com um poema de Louis Calaferte foi publicado em 1996 pela Fundação Cultural de Curitiba. Em 1998 lançou dois livros: Miguel Rio Branco, com ensaio de David Levi Strauss, lançado pela Aperture; e Silent Book, pela Cosac Naify.  Possui obras no acervo de coleções públicas e particulares européias e americanas, que inclui as seguintes instituições: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo; o Museu de Arte de São Paulo; Centro George Pompidou, Paris; o San Francisco Museum of Modern Art; o Stedelijk Museum, Amsterdam; o Museum of Photographic Arts of San Diego e no Metropolitan Museum of New York. 

Paulo Monteiro

Sobre o artista

São Paulo, 1961

Paulo Monteiro é escultor, pintor, desenhista, gravador. Formado na Escola de Belas Artes, na década de 1980, também foi aluno de Sérgio Fingermann. Na mesma época, criou o grupo Casa 7, com Carlito Carvalhosa, Fábio Miguez, Nuno Ramos e Rodrigo Andrade. Paulo Monteiro também ilustrou os livros Camões e os Lusíadas; e Livros de Portugal, de Beatriz Berrini, além da capa do disco Vivendo e Não Aprendendo, do Grupo Ira. Já expôs seus trabalhos no Centro Universitário Maria Antônia, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, na Funarte do Rio de Janeiro, no SESC São Paulo, nas mostra “30 × Bienal - Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição”, 5ª Bienal de Cuenca, 18ª e 22ª Bienal Internacional de São Paulo, 2ª Bienal de Cuba, entre outras. 

Pedro Cabrita Reis

Sobre o artista

Lisboa, Portugal, 1956

É um dos artistas portugueses mais conhecidos da atualidade. Participou em exposições internacionais de renome: entre outras, o seu trabalho foi exposto na 9.ª Documenta de Kassel e na 24.ª Bienal de São Paulo. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza.

A complexa obra de Pedro Cabrita Reis inclui uma multiplicidade de meios, dos desenhos sobre papel utilizando grafite e pastel, passando pela pintura em grande escala, até às instalações de dimensões arquiteturais. Os meios que utiliza individualmente fluem uns nos outros sem perderem o seu caráter próprio. Esculturas transformam-se em imagens; quando presas a janelas, as pinturas articuladas em áreas monocromáticas de cor conduzem a elementos arquétipos da arquitetura ou desenvolvem qualidades esculturais. Fotografias que surgem nas instalações conseguem abrir infinitos espaços de memória e reflexão. A `natureza´aparece no seu trabalho de uma forma extremamente filtrada, como um espaço para o pensamento. A perda da natureza como ideia referencial é uma força motivadora no trabalho de Pedro Cabrita Reis. O artista vê a arquitetura como tomando o seu lugar, e percebe-a como disciplina mental ou `exercício de realidade´através do qual nos medimos a nós mesmos e ao mundo. Isto requer uma alta precisão.

O artista trabalha precisamente com as várias qualidades físicas dos frequentemente utilizados materiais pobres que utiliza. A estética sutil nas intervenções de Cabrita Reis apela à AISTHESIS do espectador, cuja percepção é requerida de modo especial. Em geral, a qualidade pictórica e as condições de visibilidade são assuntos centrais para o artista. As suas instalações arquitetônicas também podem ser percebidas como ocupações territoriais, exclusões e delimitações. Por isto mesmo, contudo, elas também refletem possibilidades de conexões, de comunicação e de troca, sendo espaços onde a realidade ocorre. O invisível mostra o visível enquanto eco da memória.

No Brasil, Cabrita participou da24ª Bienal de São Paulo em 1998. E em 2010, abriu sua exposição Deposição, na Pinacoteca de São Paulo.

Renata Tassinari

Sobre a artista

São Paulo, SP, 1958

Formou-se em Artes Plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP, em 1980. Paralelamente, estuda desenho e pintura no ateliê dos artistas Carlos Alberto Fajardo e Dudi Maia Rosa. Nos anos 80, realiza estampas com motivos indígenas para a Arte Nativa Aplicada - ANA.

Nos últimos anos a pintura de Renata Tassinari se transformou em um campo fértil de pesquisas e inovações. O quadro deixou de ser um elemento neutro e passou a fazer parte da estrutura da obra. A artista pinta sobre uma superfície de acrílico, que numa abordagem mais tradicional, seria parte do enquadramento de uma obra. Ao mesmo tempo, deixa a moldura de certas seções da obra cobrir apenas um papel em branco. Onde deveria haver a transparência do acrílico protetor de uma folha de desenho, passa a haver pintura e, inversamente, onde a folha de papel se deixa ver, há apenas o branco do papel que assim se transforma em cor.

De início, os procedimentos acima se desdobravam em séries que alternavam as cores acrescentadas sobre o acrílico e o branco emoldurado das folhas de desenho. Com o tempo, ela passa a tratar partes do quadro como coisas, também outras coisas poderiam ser elementos das obras. Madeiras de diferentes colorações e ranhuras, e a inversão do avesso de uma moldura de acrílico, têm sido a prática mais recorrente.

A cor sempre foi um elemento fundamental na obra da artista. Colocar cores num quadro e pelo quadro habitar o mundo com cores, essa é uma breve descrição do ela sempre buscou. Entre o mundo e o quadro - ao tratar partes da obra também como coisas do mundo, como coisas palpáveis - agora surgem relações mais próximas, e percebemos um trinômio obra/cor/mundo sempre se insinuando em seu trabalho.

Roberto Magalhães